Entenda a importância da desaprendizagem

O analfabetismo do novo século

Na antiga Grécia os filósofos eram os mentores e responsáveis pelo ensino da sociedade. Como metodologia eles utilizavam a ideia construtivista de que os alunos são responsáveis pelo seu próprio aprendizado. Assim, faziam perguntas, aparentemente simples, que orientava os alunos ao aprendizado, incentivando a curiosidade e a experimentação.

Durante a história houve uma quebra do que temos hoje como ensino associado às escolas. A instituição escolar nasceu durante a Revolução Industrial, na necessidade de formar trabalhadores para o trabalho operacional das grandes fábricas. O sistema de fileiras, alunos uniformizados, e um professor central e detentor de toda a informação ainda é o que conhecemos nos colégios tradicionais, acontece que esse modelo surgiu sem nenhuma pretensão de desenvolver aprendizado ou a formação desses alunos.

Com a velocidade da informação e facilidade do seu acesso, o professor deixou de ser o centro do conteúdo para ser orientador. Ele facilita e realiza a curadoria do que é de fato essencial sobre a temática em questão. Com isso outro movimento ganhou força no processo de ensino: O desaprendizado.

O filósofo e estudioso norte-americano Alvin Toffler enunciou que “O analfabeto do século 21 não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender”. Fica fácil entender como devemos reavaliar nossos processos pedagógicos e a formação acadêmica como um todo. Cada vez mais o cidadão que vive a 5ª Revolução Industrial se encontra na necessidade de se tornar autodidata. Só assim a base da sociedade estará condizente com os dados atuais do mercado.

  • A média de profissões de um adulto da década de 2010 é de 4,8 carreiras durante a vida.
  • 37% dos sucessos de carreiras não está associado ao diploma do profissional.

Vamos entender como essas informações precisam modificar o mindset social.

Bora Executar.

1. Reconhecer que o ‘velho’ modelo não é efetivo
A vontade de aprender existe, o desinteresse está no método aplicado. A juventude precisa desenvolver habilidades e competências a todo instante, e isso tem ganhado prioridade da rotina deles, muito mais do que a formação acadêmica tradicional.

2. A criação e desenvolvimento de colégios e universidades com novas metodologias
Um movimento ainda muito lento e escasso é a metodologia construtivista. Onde o aluno é responsável pelo aprendizado e pelas práticas de ensino. Ainda que com os conteúdos obrigatórios, a ideia é que a absorção do tema seja de forma prática com projetos selecionados de acordo com o interesse de cada um, respeitando por tanto, a individualidade e fomentando o colaboracionismo.

Entenda a vasta extensão dessa prática analisando a metodologia de um pequeno colégio do interior de Goiás até uma Universidade Renomada da Grande São Paulo.

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3. Incorpore os novos hábitos e reforce os novos comportamentos.
Seja pelo aprendizado a distância ou pelo crescimento do experimentalismo, as melhores formas de reaprender, exigem entendimento das novas metodologias e de como incorporar no seu cotidiano.

“Não podemos resolver nossos problemas com os mesmos pensamentos que tivemos quando os criamos”. – Albert Einstein

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