Entenda como analisar o currículo de um candidato
A concorrência pelos talentos do mercado tem crescido, e, se o profissional de Recursos Humanos não estiver atento às suas principais tendências, vai acabar ficando para trás.

No Brasil, uma vaga leva em torno de 40 dias desde a sua publicação até a contratação, o que torna o processo custoso e cansativo, tanto para a empresa quanto para o candidato.

A triagem é uma das primeiras etapas do processo de Recrutamento e Seleção, e a sua eficácia afeta diretamente o desempenho das etapas seguintes.

Segundo a pesquisa realizada pela Catho, cerca de 30% dos recrutadores levam de 6 a 10 segundos para eliminar um currículo. Além disso, um recrutador que recebe cerca de 100 currículos por dia, analisa, em média, apenas 15 deles com a devida atenção. 

Afinal, como avaliar um currículo de forma consistente e identificar os candidatos ideais para disputarem a vaga oferecida?

Pensando nisso, preparamos uma lista com 4 passos essenciais para executar essa tarefa de forma ágil e eficaz. São eles:

 
Prepare o seu café e bora entender melhor como funciona cada um deles!

1 – Como definir o perfil ideal para a vaga

Como avaliar um currículo sem saber o que é esperado do candidato? Pode parecer óbvio, mas grande parte das empresas não têm esse cuidado na hora de anunciar uma vaga.

O planejamento do processo de Recrutamento e Seleção não inclui somente a escolha do período em que vai aceitar receber os currículos. Inclui, principalmente, a definição do perfil ideal para a vaga e o entendimento de como ele será identificado pela empresa.

O objetivo por trás dessa etapa inicial é facilitar a avaliação. Afinal, quando as prioridades não estão bem definidas, fica difícil identificar e filtrar os melhores talentos.

Perguntas norteadoras para a construção do perfil ideal:

  • Quais são as competências técnicas necessárias para o bom desempenho da função? A organização tem condição de desenvolvê-las no candidato ou deseja que ele possua essas habilidades previamente desenvolvidas?
  • Em relação às competências comportamentais, quais serão exigidas no dia a dia do trabalho? Liderança? Trabalho em equipe? Comunicação? 
  • A empresa busca candidatos mais experientes ou jovens com vontade de aprender? Existe alguma experiência profissional que seja necessária ou desejável para a vaga?

Essas informações permitem ao recrutador realizar filtros iniciais que dão maior agilidade e assertividade ao processo. 

 

2 – Como analisar o desenvolvimento profissional

Durante a análise curricular, é fundamental observar a ordem cronológica das experiências profissionais. Mas, afinal, por que isso é tão importante?

Avaliar o histórico permite entender se há evolução, ou seja, se o candidato tem progredido em sua carreira profissional até então. Isso demonstra a sua competência e dedicação, elementos essenciais para o ambiente corporativo.

Além disso, nessa fase, o recomendado não é apenas verificar se as experiências e a formação estão de acordo com o que foi preestabelecido pela empresa. Detalhes como o ano de formação e a estimativa do último salário também são muito importantes para que as expectativas entre a empresa e o candidato estejam alinhadas.

 

3 – Como buscar clareza e personalização

Um currículo bem elaborado possui, além de um layout bem construído, uma síntese das principais atividades e responsabilidades do candidato em suas experiências profissionais anteriores.

As informações devem estar apresentadas de forma clara e objetiva, e, apesar do tamanho não ser o principal critério analisado, o ideal é que um currículo tenha de 1 a 2 páginas.

Outro ponto importante é a personalização. Informações genéricas tendem a demonstrar que o candidato está distribuindo o seu currículo para várias empresas, o que não é um bom sinal. 

Aqueles que levam o processo a sério personalizam os seus currículos, enfatizando as habilidades e qualificações mais relevantes para a vaga oferecida.

 

4 – Como considerar as informações adicionais

Um bom profissional, independente da sua área de atuação, precisa estar em movimento. Ou seja, apto e interessado em aprender coisas novas de forma contínua. 

A formação complementar diz muito sobre a proatividade de um candidato. Portanto, cursos, idiomas, experiências e trabalhos voluntários devem ser bem observados durante a avaliação.

Ao analisar um currículo, o recrutador deve estar atento a todas as experiências relatadas pelo candidato, mesmo que pareçam não ter relação direta com a vaga oferecida.

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